quarta-feira, 1 abril, 2026
  • Home
  • Sobre Nós
  • Contatos
Roraima Agro Show
  • Home
  • Agricultura
  • Leilão
  • Artigo Agro
  • Nacional
  • Pecuária
  • Geral
  • TV Agro
No Result
View All Result
  • Home
  • Agricultura
  • Leilão
  • Artigo Agro
  • Nacional
  • Pecuária
  • Geral
  • TV Agro
No Result
View All Result
Roraima Agro Show
No Result
View All Result
Home Destaques

COP15 aprova plano transnacional para conservar bagres ameaçados na Amazônia

Acordo entre cinco países amazônicos – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru – busca proteger espécies como a dourada e a piramutaba, ameaçadas pela pesca predatória e pela construção de hidrelétricas.

Roraima Rural Show por Roraima Rural Show
1 de abril de 2026
A A
COP15 aprova plano transnacional para conservar bagres ameaçados na Amazônia

Piramutabas em mercado de Santa Maria de Nieva, no Peru. Foto: Gustavo Faleiros/InfoAmazonia

O Brasil junto à Bolívia, Colômbia, Equador e Peru deverão adotar um plano de ação para conservar os bagres migradores da Amazônia. A decisão é histórica, ocorre 30 anos após o início das discussões sobre o tema, e foi tomada nesta quinta-feira (26), durante a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção das Nações Unidas para as Espécies Migratórias (CMS), prevista para terminar no próximo domingo (29), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A medida busca salvar duas espécies de bagre que são essenciais para a economia e a ecologia da Amazônia: a dourada e a piramutaba. Ambas estão incluídas entre as espécies vulneráveis e ameaçadas de extinção na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Dados recentes também revelam que essas populações de bagres estão prestes a desaparecer em partes da bacia do Amazonas.

A dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) pode atingir até 1,5 metro de comprimento e é considerada a espécie de água doce que percorre as maiores distâncias: ao longo do ciclo de vida, pode viajar até 11 mil quilômetros. A desova ocorre nas cabeceiras dos rios amazônicos, na transição entre os Andes e a floresta. Os filhotes seguem até o estuário da foz do rio Amazonas, onde se alimentam até atingir a idade adulta, quando então iniciam a viagem de volta ao sopé das montanhas.

A secretária nacional de Registro e Monitoramento e Pesquisa do Ministério da Pesca e Aquicultura, Carolina Doria, afirma que o plano aprovado durante a COP15 é um marco importante para garantir a cooperação entre os países: “agora é a hora de colocar a mão na massa”, enfatiza.

Na conferência, a proposta de conservação partiu do Brasil e foi articulada com outros quatro países. A aprovação no plenário da convenção da ONU foi facilitada por uma série de encontros entre a sociedade civil, governos e pescadores desses países, o que ajudou a construir consenso em torno da iniciativa.

O plano de ação é um dos principais instrumentos para incentivar políticas transnacionais voltadas a espécies migratórias. Na COP anterior, realizada em 2024 no Uzbequistão, uma resolução já havia incluído a dourada e a piramutaba no Anexo II da CMS. Ao reconhecer que essas espécies estavam ameaçadas, a convenção abriu caminho para a adoção de uma estratégia transnacional de conservação.

Bagres na mira  

Em 1995, os países amazônicos já tinham realizado reuniões para regular a pesca de bagres na Amazônia. Sem resultados, viram um avanço acelerado da pesca industrial e com isso uma queda acentuada nos estoques pesqueiros dessas espécies.

O problema foi agravado com a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau no rio Madeira a partir de 2008. As usinas romperam com a conectividade entre a Amazônia e os Andes, afetando o curso por onde ocorria a migração. De acordo com estudos coordenados pela FaunÁgua, organização boliviana de pesquisa, a redução de capturas de dourada no Alto Madeira é de 93%.

“O estado desta espécie na Bolívia já pode ser considerado crítico”, diz o pesquisador Paul Van Damme, ao contar que, neste momento, ele e colegas trabalham para elevar o status de gravidade na lista vermelha das espécies ameaçadas no país. “O que estamos vendo no Alto Madeira já é o colapso das populações da dourada”.

Apesar das ameaças, um estudo de 2020, liderado pelo pesquisador Fabrice Duponchelle, calculou que a pesca dos peixes lisos, como também são conhecidos os bagres, representa 93% de todos os desembarques em portos pesqueiros na região amazônica, gerando uma renda anual de US$ 436 milhões. A dourada e a piramutaba representam 23% do total capturado.

 

Por Gustavo Faleiros

Leia Também

Agrolucas leva quadriciclos e motos para otimizar o trabalho no campo durante o Festival da Melancia
Destaques

Agrolucas leva quadriciclos e motos para otimizar o trabalho no campo durante o Festival da Melancia

Empresa de insumos agrícolas leva soluções para produtores rurais durante o Festival da Melancia em Normandia
Destaques

Empresa de insumos agrícolas leva soluções para produtores rurais durante o Festival da Melancia em Normandia

Governo do Brasil seleciona entidades para apoiar regularização ambiental, fundiária e assistência técnica de 7 mil famílias na Amazônia
Destaques

Governo do Brasil seleciona entidades para apoiar regularização ambiental, fundiária e assistência técnica de 7 mil famílias na Amazônia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Home
  • Sobre Nós
  • Contatos

© 2023 - Desenvolvido por Webmundo Soluções Interativas

No Result
View All Result
  • Home
  • Agricultura
  • Leilão
  • Artigo Agro
  • Nacional
  • Pecuária
  • Geral
  • TV Agro

© 2023 - Desenvolvido por Webmundo Soluções Interativas