A demanda pela pitaya, também conhecida como fruta-do-dragão, tem crescido nos últimos anos. Seu preço, no entanto, costuma afastar alguns consumidores. Durante a safra, o quilo da fruta costuma sair de R$ 7,00 a R$ 10,00, chegando a R$ 30 durante a entressafra.
Afinal, por que a pitaya é tão cara?
Em resumo, três fatores justificam o preço alto pago pela pitaya no Brasil, são eles: sazonalidade e escassez na entressafra, oferta limitada e alta demanda e os custos de produção elevados.
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Sazonalidade
A safra da pitaya ocorre entre dezembro e abril, período em que há maior disponibilidade da fruta. No entanto, durante a entressafra, de maio a novembro, a produção diminui drasticamente, resultando em um aumento significativo nos preços.
Custo de produção elevado
Os primeiros plantios comerciais de pitaya no país começaram nos anos 2000, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral). No entanto, a fruta ainda é pouco explorada nas lavouras brasileiras.
Apesar da fruta ser uma alternativa promissora para a diversificação agrícola e oferecer bons retornos financeiros, seu cultivo possui um custo de produção bastante elevado.
Conforme a Embrapa Cerrado, o custo de implantação de um hectare de pitaya foi de aproximadamente R$ 60 mil em 2021. Além da necessidade de um manejo especializado, com colheita manual e cuidadosa, devido à sensibilidade da fruta e da casca ao manuseio, o investimento em infraestrutura é fundamental para garantir os resultados da safra.
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Oferta limitada
A produção restrita, somada ao crescimento do interesse dos consumidores, também encarecem o produto. A produção brasileira de pitaya é de 1.409 toneladas, conforme dados do Censo Agropecuário. Existem cerca de 606 produtores distribuídos em 1.100 hectares de área, gerando um valor bruto da produção (VBP) de cerca de R$ 8,6 milhões.
A maior parte dos pomares estão localizados no Sudeste e no Sul do país, onde fica concentrada 80% da oferta nacional. São Paulo lidera entre os estados com maior produção (40%), seguido por Santa Catarina (24%) e Minas Gerais (12%). No norte, o Pará (10%) se destaca.
No Sul, a comercialização tem ganhado destaque, principalmente por meio de cooperativas e vendas diretas. Conforme aponta o Diagnóstico Socioeconômico da Produção da Cultura de Pitaya no Sul Catarinense, a presença de pomares jovens indica um crescimento contínuo do setor, tornando a pitaya uma alternativa promissora para a diversificação agrícola e o aumento da renda dos produtores locais.
Por Rafaella Dorigo




